One-shot pronto para jogar em 2 horas
Às vezes o grupo se reúne de surpresa, e você, Mestre ou Mestra de RPG, não tem nada preparado. Nessas horas, uma aventura rápida de RPG, pronta para rodar em uma única sessão de 2 horas, é o que salva a noite. É para isso que nasceu A Tumba do Rato-Rainha, um one-shot de fantasia sombria, cheio de ação, mistério e um toque de terror.
Aqui você encontrará uma aventura completa e genérica, pronta para ser adaptada ao seu sistema favorito (D&D, Tormenta20, Old School, Pathfinder ou qualquer outro).
Sinopse: o retorno da Rato-Rainha
Na beira da vila de Rivavela, ergue-se um antigo mausoléu esquecido, conhecido apenas como A Tumba de Mirenna. Por meses, os moradores têm sofrido ataques de ratos gigantes, bandidos deformados e até cadáveres animados.
O que ninguém suspeita é que Mirenna, a nobre enterrada ali, nunca foi uma mulher comum. Em vida, ela se proclamava Rato-Rainha, líder de um culto que acreditava na ascensão pela podridão e sujeira. Agora, sua alma inquieta tenta voltar ao mundo dos vivos, reunindo seguidores e infestando a região.
Cabe aos heróis entrar na tumba, sobreviver às armadilhas e deter a ascensão da Rato-Rainha antes que seja tarde.
Estrutura da Aventura
A proposta é simples: uma dungeon curta com cerca de quatro cenas principais, que levam naturalmente ao confronto final. Vamos detalhar cada parte com descrições narrativas e dicas de mecânica para facilitar sua adaptação.
1. Introdução na Vila
A cena abre com os personagens chegando à vila de Rivavela, onde os moradores vivem em paranoia. Portas trancadas, cheiro de comida estragada, uivos de ratos ecoando dos esgotos. No centro, um pequeno grupo aguarda: o líder local, uma curandeira aflita e um velho bêbado que jura ter visto sombras rastejando da colina.
Desafio social:
Convencer os moradores: Teste de Carisma ou equivalente (dificuldade média). Em caso de sucesso, recebem suprimentos ou informações extras.
Interrogar o bêbado: Teste de Persuasão ou Enganação (dificuldade baixa). Ele revela uma passagem lateral pouco guardada.
Dica mecânica: mantenha as dificuldades flexíveis, mas use três camadas:
Baixa (fácil de conseguir, sucesso provável) – ótima para incentivar rolagens.
Média (equilibrada, falha possível) – para momentos de tensão.
Alta (difícil, precisa de criatividade ou sorte) – para recompensas extras.
2. Explorando a Tumba

O mausoléu é úmido e claustrofóbico. Túneis colapsados, paredes cobertas de limo e ossos quebrados espalhados pelo chão. O ar vibra com chiados distantes. No saguão de entrada, uma inscrição corroída:
A coroa dos esquecidos repousa na língua dos vermes.
Desafios de exploração:
Túnel colapsado: requer Força ou Destreza para mover pedras ou rastejar em meio a escombros (dificuldade média).
Armadilha oculta: piso falso leva a uma queda curta. Teste de Percepção para detectar (dificuldade média) e Reflexos/Agilidade para evitar (dificuldade alta).
Ratos gigantes emboscam: um combate rápido de aquecimento, com 2 a 4 inimigos fracos.
Dica mecânica: encontros de exploração devem consumir recursos sem travar a sessão. Um combate curto ou um teste de habilidade com risco leve de dano é suficiente para criar tensão.
3. O Enigma das Coroas
No altar da tumba há três coroas de pedra. Cada uma representa um aspecto da Rato-Rainha.
Uma é limpa e intacta.
Outra está partida ao meio.
A terceira está cheia de marcas de mordida.
A estátua da Rato-Rainha exige a coroa correta para liberar a passagem final.
Enigma: Apenas a coroa mordida abre o caminho. Escolhas erradas ativam armadilhas:
Coroa limpa: libera gás venenoso. Teste de Constituição/Vigor (dificuldade média).
Coroa partida: desaba parte do teto. Teste de Reflexos/Agilidade (dificuldade alta).
Dica mecânica: enigmas funcionam melhor quando há pistas espalhadas antes (como a inscrição no início da tumba). Recompense a atenção dos jogadores e mantenha opções de ação para evitar frustração.
4. A Batalha Final

Na câmara final, a tumba se abre em um salão circular. Ossos se erguem do chão, formando um trono grotesco. Sentada nele está a Rato-Rainha, uma figura esquelética envolta em trapos e sombras, coroada por dentes de roedores. Ratos vivos e mortos se espalham pelo salão, chiando em uníssono.
Combate:
A Rato-Rainha é um inimigo de nível intermediário, com ataques mágicos (necromancia, pestilência, ilusões).
A cada rodada, enxames de ratos menores surgem para pressionar os heróis.
O terreno é instável: partes do chão cedem, exigindo testes de Agilidade para não cair em buracos rasos.
Dica mecânica: use três elementos de pressão simultâneos no combate final – o inimigo principal, lacaios secundários e um desafio ambiental. Isso garante que a luta seja intensa e dinâmica sem se arrastar.
5. Conclusão e Epílogo
Com a derrota da Rato-Rainha, o mausoléu começa a desmoronar. Os heróis precisam fugir antes que tudo venha abaixo. Ao retornar à vila, são celebrados como salvadores… mas rumores persistem:
O culto da Rato-Rainha não estava restrito a Rivavela.
Um dos artefatos recuperados parece carregar uma maldição viva.
A alma da rainha pode ter apenas recuado, aguardando outra oportunidade para retornar.
Esses ganchos permitem que o one-shot evolua em uma campanha maior.
Como usar essa aventura na sua mesa de RPG
Ideal para one-shots de 2 horas, encontros improvisados ou sessões rápidas.
Compatível com qualquer sistema de RPG medieval fantástico.
Equilibre as dificuldades com base no nível do grupo: inimigos fracos para iniciantes, ameaças mais letais para veteranos.
A Tumba do Rato-Rainha é uma aventura curta de RPG que mistura exploração, enigma e combate em um pacote enxuto, perfeito para mestres que querem ação imediata. Prepare os dados, reúna os jogadores e desça às trevas do mausoléu… se tiver coragem.


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